Anatomy of a teenage queen

:: Anatomia de uma rainha adolescente ::
Um novo e estranho olhar sobre a capa da Rolling Stone de setembro de 1995, com a então atriz adolescente Alicia Silverstone

Anatomy of a teenage queen ::  
A strange new look on the cover of Rolling Stone, September 1995, with then teenage actress Alicia Silverstone
Os quatro cavaleiros do apocalipse



" E ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: 'Vem e vê.'
E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.

E aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: 'Vem e vê.'
E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.

Aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: 'Vem e vê.'
E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.

 E havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, dizer: 'Vem e vê.'
E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha o nome de Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra."



Essa abordagem cristã medieval de um fim dos tempos apocalíptico na visão do grande mestre Dürer sempre me exerceu certo fascínio. Posso dizer que foi prazeroso e também bastante trabalhoso traçar e pintar digitalmente essa imagem. Tive uma verdadeira aulama verdadeira aula ao percorrer as linhas de Dürer e entender como ele resolveu visualmente o todo e os detalhes dessa obra.


 The four horsemen of apocalypse

This approach of a medieval Christian apocalyptic end of times in view of the great master Dürer always exercised a fascination to me. I can say it was pleasurable and also quite laborious to trace and digitally paint this picture. I had a real lesson to loop through the rows of Dürer and visually understand how he solved the whole and the details of this work.




:: Ilustrações para o livro Tratado de Otologia. Editora Atheneu, 2ª edição, 2013 ::

Ossículos: martelo, estribo e bigorna

Esrutura da orelha externa, média e interna

Cavidade timpânica

Cóclea

Cúpula e ampola

:: Algumas ilustrações feitas para o livro Histologia Básica, 12a edição, Editora Guanabara Koogan. Autores: Junqueira e Carneiro ::

:: Some illustrations done for the book Basic Histology, 12th Edition, Publisher: Guanabara Koogan. Authors: Junqueira and Carneiro ::


Parede da diáfise de ossos longos
Wall of the shaft of long bones



Estrutura das meninges
Structure of the meninges



Espermiogênese
Spermiogenesis



Sistema gerador de impulso e sistema condutor do coração
System impulse generator and conducting system of the heart



Decídua basal, parietal e capsular na gestação
Basal, parietal and capsular decidua, in pregnancy



Fibra muscular esquelética
Skeletal muscle fiber


Camadas do trato digestivo
Layers of the digestive tract


Superfície da língua
Surface of the tongue


Corte sagital de dente incisivo no osso mandibular
Sagittal section of incisor tooth in the jawbone


Histologia das regiões do estômago
Histology regions of the stomach

Estrutura do pêlo e seus anexos
Structure of hair and its attachments


Capilar glomerular
Glomerular capillary






:: Ilustrações e detalhes para o projeto "São Paulo Faz Escola" da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Cliente: Fundação Carlos Alberto Vanzolini ::

Exemplos de Animais cordados: tucunaré, arara, jacaré, lobo guará, sapo, lampreia, tubarão martelo
Chordates examples: Cichla monoculus, macaw, alligator, maned wolf, frog, lamprey, hammerhead shark

Movimento relativo
Relative movement

Trajetória do movimento
Movement trajectory

 Sistema de posicionamento global (GPS)
Global positioning system (GPS)

Ecossistema urbano
Urban ecosystem

 


Famílias de plantas
Plant families


A costureira
The seamstress



 Primatas ancestrais
 Primate ancestors


 Primatas modernos
 Modern primates


Ergonomia - postura no computador
Ergonomics - posture at computer






Ciclo de vida dos sapos
Frog life cycle


Do reino à espécie
From kingdom to species






A evolução da vida
Life evolution



 Imperador Tang, inventor do sorvete
Emperor Tang, supposed ice-cream inventor

Cadeia alimentar




Diabetes mellitus, guia prático

O que é

Diabetes mellitus é uma doença na qual o metabolismo da glicose fica prejudicado pela falta ou má absorção do hormônio insulina pelo organismo, o que eleva os níveis de glicemia no sangue (hiperglicemia).

A denominação diabetes —que significa "sifão", em grego—, data do século II e se refere aos sintomas mais visíveis da doença que são a grande ingestão de líquidos e a sua eliminação exagerada através da urina. A palavra mellitus —que provém do latim e quer dizer "adoçado com mel"— foi adicionada no século XVII e faz referência ao sabor adocicado verificado na urina dos diabéticos.

Hormônio: substância produzida por uma glândula e que atua sobre órgãos e tecidos situados à distância, depois de ter sido transportada pelo sangue.

Insulina: hormônio produzido pelo pâncreas que é indispensável para promover a entrada da glicose nas células do organismo para lhes fornecer energia.

Metabolismo: é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos.

Glicose: açúcar. É utilizada como energia por todas as células do organismo.

Hiperglicemia: nível elevado de glicose no sangue. Os níveis considerados normais de glicose no sangue são de até 99mg/dL pré-prandial (antes de comer) e de até 140mg/dL pós-prandial (depois de comer)
.



Tipos de Diabetes

Diabetes mellitus tipo 1: é causada pela destruição das células beta do pâncreas —produtoras de insulina — pelo próprio sistema imunológico do organismo. Os portadores de diabetes tipo 1 necessitam injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em níveis normais. Embora possa ocorrer em qualquer idade é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens. É responsável por 5% dos casos de diabetes diagnosticados.

Diabetes mellitus tipo 2: os mecanismos causadores desse tipo de diabetes são complexos e ainda não totalmente compreendidos pela ciência, mas aparentemente a diminuição na resposta à insulina pelos receptores de glicose presentes nos tecidos , levam ao fenômeno de resistência à insulina. As células beta do pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina acaba por levar as células beta à exaustão. Corresponde a mais de 90% dos casos de diabetes. É mais freqüente se manifestar em indivíduos obesos com mais de 40 anos de idade. Neste tipo de diabetes, o problema não se encontra, pelo menos inicialmente, na produção deficiente de insulina pelo pâncreas, mas sim na resistência das células do organismo em absorvê-la para metabolizar a glicose.

Diabetes gestacional: é caracterizada pela elevação da glicose em mulheres durante o período gestacional. Embora a tendência seja de que os níveis de glicose da gestante se normalizem após o parto, mulheres que tem diabetes gestacional tem maiores chances de desenvolver diabetes tipo 2 ao longo da vida, assim como seus filhos. 


Outros tipo de diabetes: estão relacionadas a outras patologias e somam menos de 5 % de todos os casos diagnosticados

• Doenças das glândulas endócrinas

• Doenças do pâncreas
• Resistência congênita ou adquirida à insulina 
• Endocrinopatias autoimunes
• Anormalidades da Insulina (Insulinopatias)
• Diabetes Tipo LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults)

Sintomas do diabetes

1. Urinar excessivamente, inclusive acordar varias vezes a noite para urinar.

2. Sede excessiva.

3. Aumento do apetite.

4. Perda de peso– em pessoas obesas, a perda de peso ocorre mesmo comendo de maneira excessiva.

5. Cansaço.

6. Vista embaçada ou turvação visual

7. Infecções frequentes, sendo as mais comuns, as infecções de pele.


Metabolismo da glicose

pâncreas é uma glândula com um papel importante na digestão dos alimentos e no metabolismo dos nutrientes. Ele é tanto exócrino (secreta enzimas digestivas para o duodeno) quanto endócrino (produz hormônios importantes, como insulinaglucagon e somatostatina para a corrente sanguínea). Mede aproximadamente 15 cm de extensão e se localiza atrás do estômago e entre o duodeno e o baço




O metabolismo da glicose ocorre da seguinte forma:


1- Os carboidratos ingeridos pela alimentação são transformados em glicose através do estômago e intestinos.

2- A glicose é transportada pela corrente sanguínea até o fígado, onde é armazenada na forma de glicogênio.

3- O intestino delgado secreta hormônios que estimulam a liberação de insulina pelo pâncreas.

4- A insulina e o glucagon, também produzido no pâncreas, regulam os níveis de glicose no organismo. 

5- Quando os níveis de glicose no sangue estão baixos, o glucagon —produzido pelas células alfa do pâncreas— estimula o fígado a liberar glicose.

6- Quando os níveis de glicose estão altos na corrente sanguínea, a liberação de insulina produzida pelas células beta do pâncreas é aumentada e induz o fígado a armazenar glicose. Na corrente sanguínea as moléculas de insulina se unem às de glicose, fazendo com que a glicose possa ser absorvida pelas células.

7- Quando se encontra no interior da célula, a glicose é utilizada como nutriente.

8- A glicose atua em todos os órgãos, seja cérebro, músculos, rins ou tecido gorduroso e em quase todos os tecidos e tipos de células. Caso não haja liberação suficiente de insulina ou ocorra resistência a ela, a absorção da glicose é deficiente e há acúmulo no sangue.







Prevenção do diabetes

As pessoas predispostas  ao desenvolvimento do diabetes podem evitá-lo modificando o seu estilo de vida:

• Fazendo uma alimentação adequada, pobre em gorduras, doces e carboidratos; rica em fibras

• Mantendo seu peso ideal, emagrecendo sempre que necessário.

• Praticando atividade física regular.

• Verificando regularmente os níveis de glicose no sangue. 

Fatores que contribuem para maior risco de se desenvolver a doença:

• Excesso de peso.

• Má alimentação.

• Falta de atividade física regular.

• Idade superior a 45 anos.

• Pessoas com histórico familiar de diabetes.

• Idosos
.
• Pessoas que tomam determinados medicamentos.

Informação traduzida e adaptada de www.health-kiosk.ch


Diagnóstico do diabetes mellitus

Há vários exames para se diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Os exames mais utilizados são:

• Teste de glicemia  em jejum

Mede a glicose no sangue após pelo menos 8 horas de jejum. Este teste é usado para detectar diabetes ou pré-diabetes.

• Teste oral de tolerância à glicose
Mede a glicose no sangue em dois momentos: após pelo menos 8 horas de jejum e após 2 horas da ingestão de um líquido com quantidade conhecida de glicose. Este teste também é usado para detectar diabetes ou pré-diabetes.


• Teste oral de tolerância à glicose (TOTG)Este exame requer jejum de pelo menos 8 horas para que a primeira coleta de sangue seja realizada. A segunda coleta será realizada após 2 horas da ingestão de um líquido com 75 gramas de glicose diluídas em água.

Glicemia entre 140 mg/dl e 199 mg/dl confirma o pré-diabetes, também chamado de intolerância à glicose. Isso significa que o indíduo está mais propenso a desenvolver o diabetes tipo 2.

- Glicemia igual ou superior a 200mg/dl, confirmada por repetição do teste em outro dia, é diagnóstico de diabetes.

• Hemoglobina Glicada (HbA1c)Esse exame reflete o histórico da glicemia de 120 dias, aproximadamente, e os valores se mantêm estáveis após a coleta.
1. Diabetes – Resultado maior que 6,5%, com confirmação posterior.
2. Risco para o desenvolvimento de diabetes – Resultado entre 5,7 e 6,4 %.


Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)
 

Complicações do diabetes mellitus

As complicações do diabetes surgem e evoluem com o passar dos anos. Quando essas complicações vão se manifestar e como elas vão progredir depende da adesão do paciente ao tratamento e de como seu organismo vai responder a ele. Estatisticamente, 95% dos pacientes que conseguem controlar a doença através da dieta, medicamentos e atividade física, não apresentarão complicações da doença nos 10 primeiros anos.

Complicações do diabetes conforme a duração da doença


Adaptado de Davidson MB: The continually changing “natural history” of Diabetes mellitus. J Chronic Dis 34:5, 1981

Aterosclerose 

O diabetes eleva o risco do indivíduo desenvolver a aterosclerose. Os níveis de colesterol LDL (Low Density Lipoprotein) aumentam na corrente sanguínea e colaboram para a formação de placas no interior das paredes dos vasos sanguíneos. O volume dessas placas aumenta progressivamente, podendo ocasionar obstrução parcial ou total em algum ponto do vaso. Essas obstruções podem ser fatais quando afetam as artérias do coração (resultando em infarto do miocárdio) ou do cérebro (causando AVC), já que esses órgãos resistem apenas poucos minutos sem o oxigênio fornecido pelo sangue.

Obstrução progressiva do vaso sanguíneo na aterosclerose 


Infarto do Miocárdio


AVC (Acidente Vascular Cerebral)




Retinopatia diabética

As alterações oculares produzidas pelo diabetes ocorrem principalmente na retina e podem ser leves ou graves podendo levar até à perda da visão. Na hiperglicemia prolongada, minúsculos vasos sanguíneos na parte traseira dos olhos são bloqueados, lesionando a retina por falta de oxigênio. Esses vasos podem ainda se romper, liberando sangue, fluídos e gordura no interior do olho, causando a vista embaçada. Em quadros mais graves o rompimento dos vasos forma pequenas cicatrizes que mudam de tamanho causando pequenos descolamentos da retina que podem levar à cegueira

Fundo de olho com retina normal e retinopatia no diabetes



Neuropatia diabética

O diabetes também pode produzir lesões neurológicas que comprometem a sensibilidade das extremidades. Exames neurológicos específicos podem evidenciar o grau de comprometimento neuronal.

pé diabético é uma condição causada pela ação destrutiva da hioperglicemia,que provoca por uma série de alterações neurológicas e circulatórias associadas a infecções que ocorrem nos pés de pessoas acometidas pelo diabetes mellitus. As lesões resultantes do pé diabético geralmente apresentam contaminação por bactérias, e como o diabetes provoca retardação na cicatrização, ocorre o risco de morte dos tecidos (gangrena) e amputação. 



Vasculopatia, úlcera e gangrena no pé diabético


Nefropatia diabética

É uma complicação séria do diabetes, devida aos altos níveis de glicose no sangue. A filtragem do sangue através dos capilares dos rins fica prejudicada quando a glicemia está fora dos limites normais. Os rins têm o seu trabalho aumentado para filtrar todo a glicose e eliminá-la através da urina, impedindo a absorção de nutrientes essenciais para o organismo. Progressivamente os néfrons perdem a capacidade de filtrar o sangue, levando ao quadro de insuficiência renal.



Rim  normal e na nefropatia diabética



Tratamentos para diabetes mellitus

O objetivo do tratamento é controlar os níveis de açúcar no sangue evitando os picos de hipoglicemia e hiperglicemia.

Medicamentoso

• Diabetes tipo 1: Deve ser feito com a toma de insulina diariamente, que pode ser injetada de 2 a 3 vezes por dia ou através do uso de uma bomba infusora de insulina que vai liberando o medicamento na corrente sanguínea aos poucos durante o dia.

• Diabetes tipo 2: Pode ser feito com a toma de remédios anti obesidade e agentes orais, como a metformina, sulfonilureias, glinidas, tiazolidinedionas, inibidores da alfa-glicosidase, e os mais recentes: incretinomiméticos e amilinomiméticos que ajudam a controlar a produção e a secreção de insulina pelo pâncreas.
Geralmente o tatamento medicamentoso se inicia com um desses medicamentos, e depois o médico avalia a necessidade da combinação de outros, mas é comum que na 3ª idade, o indivíduo tenha que tomar mais de 2 medicamentos para controlar a diabetes tipo 2.

Fisioterapêutico

• Prática de exercícios físicos supervisionados, alongamentos, massagens nas pernas e pés, que visam melhorar a circulação.

Nutricional

• Fazer 6 refeições por dia, sempre de 3 em 3 horas;

• Dar preferência ao consumo de alimentos com baixo índice glicêmico.

• Beber bastante água.

• Evitar os carboidratos simples e todo tipo de açúcar.

Referências BibliográficasWEINERT LS; CAMARGO EG; SILVEIRO SP. Tratamento medicamentoso da hiperglicemia no diabetes melito tipo 2. Acesso em Fev. 2013.
HISSA MN; HISSA ASR; BRUIN VMS. Tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 com Bomba de Infusão Subcutânea Contínua de Insulina e Insulina Lispro. Acesso em Fev. 2013.


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